Setor imobiliário cresce na Bolsa

O setor imobiliário terá mais uma incorporadora entre o grupo das maiores listadas em Bolsa: a Agre, empresa resultante da integração das atividades da Agra Empreendimentos Imobiliários, Abyara Planejamento Imobiliário e Klabin Segall.

No primeiro semestre, a holding Veremonte, do espanhol Enrique Bañuelos e a Agra compraram o controle da Abyara e da Klabin Segall, empresas que tiveram fortes quedas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) no último ano.

Os acionistas das três companhias receberão papéis da nova empresa na proporção da relação de troca estabelecida e terá sua participação diluída.

Os minoritários, no entanto, farão parte de uma empresa maior e mais capitalizada.

Somando o desempenho de Agra, Abyara e Klabin Segall, a Agre teria sido a maior incorporadora em vendas contratadas e estaria entre as três maiores em receita líquida no ano passado.

As atividades das companhias ainda precisam ser unificadas, e a fusão tem de ser aprovada em assembleia de acionistas. A expectativa é que as assembleias sejam convocadas em 45 dias. A Agre ainda vai avaliar quais marcas serão mantidas, mas já divulgou que é provável que a empresa deixe de fazer lançamentos com a marca Klabin Segall.

Reestruturação financeira

Recentemente, foi concluída a reestruturação financeira da Abyara e da Klabin Segall. A reestruturação das dívidas era condição necessária para a conclusão da mudança do controle das companhias para as mãos da Veremonte e da Agra.

Como até pouco tempo atrás o foco eram as negociações com credores, Abyara e Klabin Segall não apresentaram lançamentos de imóveis este ano.

Em 2008, em função de seu endividamento e da piora das condições de mercado, as ações da Abyara registraram queda de 93%, maior baixa do setor e quarta maior da Bolsa.

Já os papéis da Klabin Segall tiveram queda de 82%. Este ano, as ações da Abyara tiveram valorização de 260% e da Klabin Segall, de 97% até o último dia 3 de setembro.

Na nova empresa, a Veremonte terá 24% da Agre, os controladores da Agra, 11% e a Cyrela Brazil Realty, 11%.

No mercado, há dúvidas se a Cyrela, maior empresa do setor, ficará na nova companhia ou se venderá sua participação.